segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Solenidadade da Dedicação a Nossa Senhora da Basílica de Santa Maria Maior


Segunda-feira, 5 de Agosto é dia da Solenidade da Dedicação da Basílica de Santa Maior a Nossa Senhora, uma das quatro basílicas papais de Roma. Situada no centro da capital italiana Santa Maria Maior é o mais antigo santuário mariano da Europa. Foi construída a mando do Papa Sisto III pouco depois do Concílio de Éfeso do ano 431, em que Nossa Senhora foi solenemente proclamada Mãe de Deus.

Para marcar este dia está prevista às 10 horas locais a celebração da Santa Missa presidida pelo Cardeal Arcipreste da Basílica, Santos Abril y Castellò. Às 17.15 as Segundas Vésperas. Em ambas as celebrações, haverá, como habitualmente, a chuva de flores em recordação do “Milagre da Neve”, ou seja da prodigiosa caída de neve sobre o bairro Esquilino (onde foi posteriormente erguida a Basílica) ocorrida a 5 de Agosto do ano 358.
Segundo conta a lenda, Nossa Senhora apareceu em sonho ao Papa Libério, pedindo-lhe que fosse construída uma Igreja lá onde teria nevado.
A Solenidade da Dedicação da Basílica a Nossa Senhora é normalmente precedida de um Tríduo de oração de 2 a 4 de Agosto.

Fonte: radiovaticana.va

Se eu for para o céu - Pe. Zezinho, scj

Se eu for para o céu;- e espero que Deus tenha pena de mim e me dê esta graça- se eu for para o céu, tenho certeza de que terei companhia. 

Creio e afirmo que o céu existe e tenho certeza de que,
lá no céu, estão todas as pessoas que souberam amar e ser amadas. Tenho certeza absoluta de que no céu existe gente de todas as religiões e também muitos ateus. Quem sou eu para dizer a Deus quem ele deve levar para o céu? 
Não vou ficar pregando e dizendo quem vai ou não vai para o céu. Já poderei me dar por realizado e feliz se eu conseguir entrar, não apenas porque fui católico, mas porque pedi perdão e perdoei e ajudei as pessoas do jeito que eu podia.
Se eu for para o céu, vou conhecer líderes e seguidores das mais diversas religiões que este planeta já conheceu. Provavelmente teremos uma boa conversa sobre o que é seguir uma religião. Eles me falarão das coisas em que acreditavam aqui na
terra e de como Deus foi mudando seu pensamento e seu coração aos poucos. Eu lhes contarei como foi meu processo de me tornar mais católico. 
A conversa provavelmente será muito bonita e muito longa. Então eu conhecerei um pouco mais sobre todas as religiões que já passaram por este planeta.

Se eu for para o céu, tenho certeza de que encontrarei lá, ex-drogados, ex-assassinos, ex-prostitutas, ex-ladrões arrependidos e encontrarei também aqueles que foram bons a vida inteira. Teremos oportunidade de falar sem a pressa daqui, sobre a experiência de vida de cada um e sobre como Deus foi, pouco a pouco, convertendo-os, até que os tornou pessoas abertas à sua graça.
Acho que no céu há mais gente que no inferno, mas isto é apenas o meu ponto de vista. Posso estar errado. Como creio na misericórdia de Deus, acho que Ele dá todas as chances, até o ultimo segundo para a pessoa escolher o colo dele. Mas acho que Deus respeita a liberdade humana. Não é possível amar com medo ou á força. Este é um mistério de difícil explicação. Alguém pode rejeitar o seu criador por toda a eternidade? A Bíblia diz que sim. O mistério é a situação não dos que Deus rejeitou, mas dos que o rejeitaram. 
Agora, pelo que eu tenho visto aqui neste planetinha há um tipo de gente, que se eu for para o céu, eu provavelmente não vou encontrar lá. Ou vão estar em alguma porta de entrada, negando-se a entrar. Porque aqui na terra se acharam mais santos do que os outros e nunca aceitaram se misturar. Eram só seus livros, seus cantos, suas preces, seus pregadores, seu jeito e seus lugares. Os do outro por melhores que fossem não prestavam. Talvez se convertam antes, mas se forem para lá provavelmente quererão ficar no canto deles, cantando seus cantos e não os dos anjos nem os dos outros, ouvindo seus pregadores particulares porque os dos outros não servirão. Não se misturarão
com ex-ateus, ex-prostitutas, ou gente de outras religiões que eles combateram. Não sei como vai ser, mas pelo que vejo aqui na Terra, vão querer um Deus só para eles no céu. 
Isto mesmo! Se existe alguém que não vai entrar no céu, são os donos da verdade, os mais eleitos, os fanáticos. E não é porque Deus não os queira no céu. Eles vão querer missa e culto só deles e não vão querer entrar onde há outros que não foram do grupo deles!.
Fanático não se mistura. Ele é o tipo de sujeito que quer a praia especial só para ele e provavelmente vai querer o céu adaptado a ele e aos do seu grupo.
Como Deus teimosamente quer o céu para todo mundo- disso eu tenho certeza- eles não vão querer entrar. O problema deles não é orar, ou cantar. Se problema é orar e cantar como os outros. Não conseguem! Tem que ser do jeito deles!

FANÁTICO NA TERRA, FANÁTICO NO CÉU.

www.padrezezinhoscj.com

domingo, 4 de agosto de 2013

UM POVO ROMEIRO NA XVI ROMARIA DA TERRA EM SOBRAL: “TERRA, ÁGUA, COMUNHÃO: BEM VIVER EM NOSSO CHÃO”.

Flávio Telles Melo*

O povo de Deus, desde que foi chamado, por meio do patriarca Abraão (Gn 12), a sair de Ur da Caldéia, na Mesopotâmia, para a terra prometida, Canaã, é um povo peregrino. É um povo caminhante. Um povo nômade a procura de melhores dias, de uma melhor situação de vida. Assim foi que Moisés (Ex 13 – 14) libertou seu povo da opressão do Egito e conduziu o povo de Deus pelo deserto, na certeza que o Deus da vida lhes acompanhava. Deus ia a sua frente e não lhes abandonava por mais infiel que o povo pudesse se mostrar em alguns momentos. É o Deus que promete ao seu povo “uma terra que mana leite e mel” (Ex 3, 8). Javé é o Deus da terra prometida. É o Deus que está ao lado do seu povo na luta pela terra. A terra significa para o povo de Deus a meta, o objetivo a ser realizado. Trata-se da realização das promessas de Deus ao seu povo. Isso porque nas Escrituras a benção de Deus pelos patriarcas significava fundamentalmente o advento da realização plena da vida em todas as suas dimensões, isto é: a posterioridade, a descendência e a longevidade. Mesmo depois de ter se tornado sedentário, fixado em sua terra, o povo judeu continuou sendo um povo caminhante. Era costume todo ano o povo se dirigir ao templo de Jerusalém em caravanas para celebrar a sua libertação da escravidão do Egito, a sua Páscoa, e outras festas religiosas. Deus sempre se faz do seu povo para que o povo se faça um Povo de Deus.

Hoje o novo povo de Deus, se mostra caminhante sempre rumo à terra prometida e repartida, de fraternidade e de comunhão entre Deus e seu povo. O povo caminha rumo à celebração definitiva da realização plena do Reino de Deus na sua história. Assim o povo de Deus tem feito romarias da terra por todo nosso país e pelo Ceará a muitos anos. Essas romarias tem sido momentos ricos de espiritualidade daquele cristão que só consegue viver a sua fé na vida de luta pela partilha da terra, da água, do pão, do saber e da alegria de se saber irmãos membros de um novo mundo onde não haja desigualdade e nem injustiças e opressão.

Assim, as romarias da terra tem sido também momentos proféticos de denúncia, anúncio, comunhão, celebração e fortalecimento da fé e do ânimo na luta de todo dia. É momento de denunciar a concentração da terra e da água nas mãos de poucos, se beneficiam dos grandes projetos governamentais (Am 5, 11-12). É momento de anúncio da boa nova do Reino de Deus que vem trazer uma vida em abundância (Jo 10, 10), que se concretiza na terra e na água conquistadas pela luta do povo. É momento de comunhão (At 2,42) e de fraternidade do povo que se se faz irmão na mesma luta e nos mesmos sonhos de uma nova sociedade construída pelas mãos dos que mais sofrem. É momento de celebração e de louvação da glória de Deus que se manifesta na glória da pessoa humana que conquista, pela organização popular, a sua libertação (Ex 15; Sl 37; Sl 41).

Nesse ano a XVI Romaria da Terra do Ceará acontecerá pela primeira vez aqui em Sobral, no sábado, dia 17 de agosto, com o tema “Terra, Água, Comunhão: bem viver em nosso chão”. Será um momento forte de celebração da luta pela terra e água no nosso Estado. Ao mesmo tempo, será um momento para, profeticamente, denunciarmos a concentração de terra nos municípios da nossa diocese, a exclusão da maioria da população dos grandes projetos em Sobral, a extrema desigualdade presente na cidade de Sobral, com o centro e alguns poucos bairros recebendo benfeitorias e a periferia ficando ao abandono; em contraste com a especulação imobiliária.

À medida que, nos últimos anos aumentou a concentração de terra, aumentaram, por outro lado, os conflitos de terra em municípios como Sobral e em Santa Quitéria, onde encontramos acampamentos de trabalhadores rurais resistindo à espera de desapropriação de terras. A expansão do perímetro urbano de Sobral tem provocado a expulsão de camponeses, com exceção de algumas famílias da comunidade de Mucambinho que, por isso, sofrem atos de violência e de ameaças. Ao mesmo tempo em que constatamos uma falta de política pública que beneficie a agricultura camponesa (uma política de acesso à terra, da agricultura consorciada em diversas culturas e o trabalho familiar), por outro lado é patente a valorização de uma agricultura empresarial. O agronegócio nos perímetros irrigados do Baixo Acaraú, Araras Norte, Jaibaras e Forquilha tem usado de forma privada recursos naturais que são públicos. Esses projetos, com o uso intenso de veneno, adubos e fertilizantes químicos, tem provocando a contaminação do solo dessas regiões. A produção da fruticultura voltada para o mercado externo (Europa) utiliza de forma privada a água de açudes públicos e do rio Acaraú. Por fim, a exploração, por meio de quatro grandes empresas, vinculadas ao agronegócio do coco, tem gerado conflitos e expropriação de territórios indígenas, especialmente os tremembés de Acaraú e Itarema ao mesmo tempo em que, empregando indígenas, precariza a mão de obra. Outro problema que os índios e pescadores têm enfrentado tem sido com a carcinicultura no baixo Acaraú, que, ao se expandir no litoral, além de expropriar terras dos pescadores tem contaminado o ecossistema os mangues daquela região.

Vejamos, agora, como a Pastoral da Terra do Ceará foi nesses últimos anos consolidando na vida da Igreja e dos camponeses a experiência das romarias da terra. Em 1984, há quase trinta anos, a CPT – Ceará iniciava a caminhada das romarias da terra com a romaria de Canindé, na terra dos romeiros de São Francisco das Chagas, com o lema POVO DE DEUS EM BUSCA DE TERRA E PÃO. A II Romaria da Terra aconteceu em 1985, em Juazeiro do Norte, na terra dos romeiros do Padre Cícero, e teve como lema CAMINHEIROS EM BUSCA DA TERRA LIVRE. As duas romarias seguintes, a III e a IV, acontecem novamente em Canindé; a III, em 1986, com o lema BUSCAMOS A JUSTIÇA E A VIDA NA TERRA MÃE e a IV, em 1988, com o lema LIBERTAR A TERRA, CONQUISTAR A VIDA. Acontece em Limoeiro do Norte, no Vale do Jaguaribe, em 1990, a V Romaria da Terra com o lema TERRA E ÁGUA: VIDA DO POVO. Na terra de Antônio Conselheiro, Quixeramobim, ocorre, em 1993, a VI Romaria com o lema NORDESTE: TERRA PROMETIDA AOS NORDESTINOS. A VII Romaria ocorre em Crateús, 1995, com o lema TERRA LIVRE, ÁGUA LIVRE, O SERTÃO FLORESCERÁ. No centenário do massacre de Canudos, em 1997, ocorre a VIII Romaria da terra, desta vez em Iguatu, com o lema NA LUTA POR TERRA E ÁGUA, O RENASCER DE CANUDOS. Retornando a Canindé, em 1999, a CPT realiza a IX Romaria com o lema CONQUISTAR TERRA, TRABALHO, VIDA. Retornando a outra cidade de romarias, a CPT realiza em Juazeiro do Norte a X Romaria com o lema DA TERRA E ÁGUA LIVRES, BROTA O MILAGRE DA VIDA, 2001. Pela primeira vez em Aracati, a CPT celebra XI Romaria com o lema ÁGUA E TERRA MÃE: DOAÇÃO DE DEUS, DIREITO DE TODOS, em 2003. Retornando ao Sertão Central, em Quixeramobim, em 2005, ocorre a XII Romaria com o lema POVOS DO CEARÁ, RETOMANDO SUAS TERRAS PARA VIVER, PRODUZIR E CELEBRAR. Em 2007, a capital do Estado recebe a XIII Romaria da Terra que tem como lema SOMOS TERRA, SOMOS ÁGUA, SOMOS VIDA! Depois de doze anos, em 2009, a Romaria volta a ser em Iguatu, desta vez com o lema O SEMIÁRIDO EM ROMARIA, POR MAIS VIDA E CIDADANIA! Há dois anos, em 2011, Itapipoca recebe pela primeira vez uma romaria, a XV Romaria da Terra, agora com o lema NO TESTEMUNHO DOS MÁRTIRES: TERRA, ÁGUA E DIGNIDADE.

No próximo mês de agosto chegará a vez de a nossa diocese receber os romeiros que, a partir de sua fé no Deus libertador, lutam por terra, água e comunhão. Eles veem de todas as dioceses do Ceará (Fortaleza, Itapipoca, Tianguá, Crateús, Limoeiro do Norte, Quixadá, Iguatu e Crato). Recebamos com muita alegria nossos irmãos e companheiros de luta. O dia 17 de agosto será um dia histórico para a Igreja de Sobral, para a CPT diocesana, para as pastorais sociais, os movimentos sociais e para todos aqueles que se solidarizam com a nossa fé e nossa luta. Sobral será um ponto de chegada para todos os romeiros da terra e será, para nós, um ponto de partida para o fortalecimento da nossa fé, da nossa luta e estímulo para que mais cristãos de Sobral se engajem nos trabalhos da CPT. Assim os trabalhadores rurais da zona norte do Estado, após essa romaria da terra, com certeza, sentirão mais ainda a presença evangelizadora e solidária da Igreja de Sobral à sua luta.

____________________________
*Professor de Filosofia da UEVA. Licenciado em Teologia pelo Instituto de Teologia Pastoral (ITEP), hoje Faculdade Católica de Fortaleza (FCF). Mestre em Filosofia pela UECE.

ENSAIO DAS MÚSICAS PARA 16º ROMARIA DA TERRA EM SOBRAL















sexta-feira, 24 de maio de 2013

Dia Litúrgico: Sexta-feira da 7ª semana do Tempo Comum



Evangelho (Mc 10,1-12): Jesus se pôs a caminho e foi dali para a região da Judeia, pelo outro lado do rio Jordão. As multidões mais uma vez se ajuntaram ao seu redor, e ele, como de costume, as ensinava. Aproximaram-se então alguns fariseus e, para experimentá-lo, perguntaram se era permitido ao homem despedir sua mulher Jesus perguntou: «Qual é o preceito de Moisés a respeito?». Os fariseus responderam: «Moisés permitiu escrever um atestado de divórcio e despedi-la». Jesus então disse: «Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés escreveu este preceito. No entanto, desde o princípio da criação Deus os fez homem e mulher. e os dois formarão uma só carne; assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!».

Em casa, os discípulos fizeram mais perguntas sobre o assunto. Jesus respondeu: «Quem despede sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se uma mulher despede seu marido e se casar com outro, comete adultério também».

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Dia Litúrgico: Quarta-feira da 4ª semana do Tempo Comum

Evangelho (Mc 6,1-6): Saindo dali, Jesus foi para sua própria terra. Seus discípulos o acompanhavam. No sábado, ele começou a ensinar na sinagoga, e muitos dos que o ouviam se admiravam. «De onde lhe vem isso?», diziam.«Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E esses milagres realizados por suas mãos? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, Joset, Judas e Simão? E suas irmãs não estão aqui conosco?» E ele se tornou para eles uma pedra de tropeço. Jesus, então, dizia-lhes: «Um profeta só não é valorizado na sua própria terra, entre os parentes e na própria casa». E não conseguia fazer ali nenhum milagre, a não ser impor as mãos a uns poucos doentes. Ele se admirava da incredulidade deles. E percorria os povoados da região, ensinando.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Aprenda a cantar o Salmo Dominical - 137

Salmo Dominical - 137

Produção musical, arranjos e execução - Paulinho de Jesus
Melodia: Flávio Pinheiro e Paulinho de Jesus

Fonte: cancaonova.com